5 Terça |
Patrícia Silveirinha Castello
Branco
Universidade
da Beira Interior - LabCom
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A fisicalidade inalienável do real:
reinterpretando Mudar de Vida (1967) à luz do debate
contemporâneo sobre o háptico
Palavras-chave: Paulo
Rocha; Háptico; Cinema Português
Resumo: Nesta
apresentação pretendo interpretar a sequência da faina
piscatória de Mudar de Vida (1967) à luz, não das
características que partilha com o designado Cinema Novo
Português -- e com as quais a obra se encontra estética e
historicamente identificada --, mas sobretudo partindo daquilo que
defenderei ser o principal elemento estético do filme: a
construção de um espaço que vive da constante passagem de meras
relações físicas com a realidade, para relações sociais
abertas a renegociação e vice-versa. Argumentarei ainda que essa
duplicidade encontra um eco directo na relação que os diferentes
planos estabelecem com o espectador através da passagem alternada
entre uma visualidade háptica e uma visualidade óptica.
Esta
análise colocar-nos-á diretamente em diálogo com um dos mais
importante debates contemporâneos sobre a imagem cinematográfica:
a questão das relações da e com a imagem e dos diversos tipos
de visualidade construídos no Cinema. Como referi acima,
procurarei defender que a sequência da faina piscatória se
encontra operacionalizada com base numa montagem contrastada entre
dois tipos de visualidade: a visualidade háptica e visualidade
óptica. Em seguida, analisarei as características formais de
cada uma delas, os seus apelos estéticos e a forma como eles se
encontram presentes nos diferentes planos desta sequência. A
partir desta análise discutirei aquilo que considero ser a
inalienável contemporaneidade deste filme de Paulo Rocha à luz
das mais recentes discussões sobre a materialidade da imagem
háptica (Riegl, Deleuze, Marks). |
Maria
Cristina Tonetto
Centro
Universitário Franciscano - Santa
Maria, RS - Brasil
coautor: Marcio Z. Negrini
Faculdade
dos Meios de Comunicação Social - FAMECOS - Pontifícia
Universidade do Rio Grande do Sul - PUCRS
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O
neo-realismo de Nelson Pereira dos Santos e a apresentação do
povo da cidade do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Cinema;
neo-realismo; Nelson Pereira dos Santos; cultura
Resumo: Este
artigo procura mostrar o imaginário brasileiro através do
projeto cinematográfico do diretor Nelson Pereira dos Santos,
onde especialmente observamos os filmes de estética neo-realista Rio
40 Graus e Rio
Zona Norte,
do período entre 1955 e 1957. A questão que perseguimos
trata de como os filmes representam em termos éticos e estéticos
personagens que sejam capazes de dar conta do povo carioca e
suas relações com o espaço da cidade do Rio de Janeiro, a
política, o futebol e o samba. Na investigação dos filmes
selecionados propomos notar como a apresentação cinematográfica
do imaginário social proposta por Nelson Pereira do Santos é
capaz de revelar-nos um pequeno inventário dos modos de vida e
espírito de um povo. |
Joanna Figueiredo Paraizo
Garcia
Universidade
Nova de Lisboa |
Os limites
da ficção e realidade no cinema: Estudo de caso do longa
metragem brasileiro “A falta que nos move”
Palavras-chave: Limites
real e ficção; “A falta que nos move”; Christiane
Jatahy
Resumo: Este
trabalho pretende discutir a relação entre real e ficção no
cinema. Para isso, pretende-se fazer um estudo de caso centrado na
análise de um filme brasileiro “A fala que nos move”, que
funciona como desdobramento de uma peça “A falta que nos move
ou todas as histórias são ficção”, ambos sob a direção da
Diretora Christiane Jatahy.
O
experimentalismo e improviso presentes no objeto de estudo - filme
-, são aspectos essenciais nessa discussão, pois propõem uma
espécie de “jogo aberto” com os atores e, por conta disto,
tornam difícil estabelecer os limites entre ficção e realidade. |
6 Quarta |
Luiza
Elayne Azevedo Luindia
Universidade
Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Algarve (Ualg)
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Portugal: Publicidade turística nos
movie maps
Palavras-chave: movie
maps; publicidade turística; Portugal
Resumo: O
turismo e o cinema fazem parte das chamadas indústrias criativas
e ambas fazem apelos através da publicidade em conjunto com os movie
maps ao consumo de lugares, paisagens ou, ainda, aos desejos e sonhos.
Os movie
maps,
também conhecidos como cineturismo, movie-induced
tourism ou film-induced
tourism são fenômenos pouco investigados, contudo com um crescimento
fulgurante a nível mundial (Busby e Klug, 2001). Eles são
responsáveis pelas visitas turísticas a um determinado local ou
destino, como resultado desse local ou destino ter aparecido na
televisão, no cinema ou em vídeos (Hudson e Ritchie, 2006). A
título de exemplo, o fluxo de visitas a mosteiros e castelos teve
um incremento significativo graças à indústria cinematográfica.
Filmes como Robin Hood, Hamlet, Sense and Sensibility, 101
Dalmatians e Mrs. Brown foram os principais responsáveis por este
surto de valorização do patrimônio histórico. O âmbito do
turismo cultural em Portugal se alarga assim cada vez mais
promovendo alguns cenários interessantes relacionados com visitas
a mosteiros, conventos, castelos, museus, caves, participação
das festas regionais e, ainda, nas apresentações do Fado. Filmes
como O Convento, Manoel de Oliveira (foco no Convento de
Arrábida), É na Terra não é na Lua, Gonçalo Tocha (Ilha do
Corvo- Açores), Alentejo, Tempo para ser feliz, Nuno Maló,
(Alentejo) e outros podem ser considerados como movie
maps da publicidade turística de Portugal. Desse modo se intenta
refletir sobre a relação entre os movie
maps e o turismo para se buscar evidenciar sua importância crescente
para o incremento turístico de Portugal. Os movie
maps são entendidos a partir de Certau (citado por Augé, 2004), como
a necessidade dupla de “ver” e “fazer” eles
com seu poder simbólico criando a “imagem” de um território
através de representações para produzir significados.
Esses se transformam em “imaginários”, mediadores da
realidade e desencadeiam um processo de reinterpretação sugerido
pela vivência particular nascida ao contemplar a película. Nesse
modo, os lugares embora “reconhecíveis”, são exibidos e
percebidos de um modo mais atrativo, diferente e inédito. Para
Ortuño e Puche (2009), entre o cinema e o turismo se materializam
estratégias e ações comunicativas muito rentáveis e eficazes,
potenciando mutuamente com aproveitamento do cross
media ou narrações infinitas, integração de múltiplos meios para
contar um relato de maneira contínua. Instala-se a
progressiva substituição da realidade histórico-social por seu
simulacro: a relação entre o real e o signo invertido – o
simulacro no mundo pós-moderno determina o real (Cohen 2005). As
cenas dos destinos turísticos se constituem em um exercício de
superação simbólica para logo se transformarem em cenas de
ficção e reviver a experiência do relato cinematográfico. São
mapas ou planos ao incluírem um recorrido pelos principais locais
que aparecem nas películas de maior êxito ou impacto nas séries
de televisão. Os movie
maps são
a firme constatação de um mapa cognitivo que organiza o trânsito
do viajante turista segundo os dados de uma vivência
cinematográfica antecipada. |
Maria
Mota
Investigadora
do Instituto de História Contemporânea – Universidade Nova de
Lisboa
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Texto e
Contexto, da peça de teatro ao filme: "V Império, Ontem
como Hoje"
Palavras-chave: mito;
história; texto; cinema
Resumo: O
que leva um autor a “pegar” num texto de teatro do século XX,
que retrata uma situação passada – o século XVI, no momento
em que o decide filmar (século XXI)?
O
tempo/contexto em que uma determinada mensagem é emitida permite
uma análise mais circunstanciada dos porquês de uma
opção.
Baseado na peça de teatro de José Régio, o filme “V
Império - Ontem como Hoje” de Manoel de Oliveira galga as
fronteiras do texto de José Régio e da figura histórica (D.
Sebastião) para colocar como tema de reflexão a questão do
poder e, nas entrelinhas, a questão de Portugal na União
Europeia, ou, ainda, a questão do poder como um tema universal,
tanto ontem como hoje.
A aproximação de tempos diferentes
estava presente já no texto de Régio (curiosamente proibido de
circular pela censura) em que o intemporal (o mito) e o temporal
(a figura histórica) se cruzam.
Como recebe o público a
mensagem? Foi a questão que colocámos e tentamos resolver
através de um inquérito feito nas cidades de Lisboa, Porto e
Braga aquando da estreia do filme. |
Rita
Bastos
Universidade
da Beira Interior - LabCom
Fundação para a Ciência e
Tecnologia
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O Direito à Cidade: a
heterogeneidade estética do Novo Cinema Português na génese da
visibilidade de Lisboa
Palavras-Chave:
Cidade; Lisboa; Visibilidade; Novo Cinema Português;
Heterogeneidade
Resumo:
De uma forma unânime, o novo cinema emerge como uma nova forma de
ver e pensar o cinema, com o objetivo comum de regenerar o cinema
nacional impondo um cenário de rutura com o velho cinema. Não é
consensual, porém, a existência de uma presumida unidade que
vincule o Novo Cinema Português enquanto movimento
cinematográfico, no sentido em que, a vinculação das obras
entre si em termos estéticos não se apresenta de uma forma
linear. O que se assiste é a uma multiplicidade de olhares sobre
a mesma realidade, construindo um imaginário heterogéneo, onde
as aproximações nascem a partir de referências em comum.
Por
outro lado, até ao início dos anos sessenta (e salvo raras
exceções), a representação da cidade de Lisboa limitou-se a um
ideal imaginado de uma cidade que se pensava ‘moderna’, onde
os espaços impessoais e as relações pessoais são esquecidos em
proveito de uma representação do que de mais rural existe no
ambiente urbano, como é o caso das comédias à portuguesa. Com
os primeiros filmes do Novo Cinema Português, a nova linha urbana
da cidade de Lisboa, composta pelas novas avenidas, pelos bairros
periféricos, pela arquitetura moderna, torna-se visível. Do
mesmo modo, a sociabilidade construída nos espaços, enquanto
sinónimo do mal-estar vivenciado, espelhando a claustrofobia
política e social do país, estão patentes nessa mesma
representação.
Nesse
sentido, esta comunicação propõe uma aproximação metodológica
entre duas noções – a visibilidade de Lisboa - e a
heterogeneidade estética. Para isso serão analisadas as três
primeiras obras do novo cinema – Verdes Anos (1963) de Paulo
Rocha, Belarmino (1964) de Fernando Lopes e Domingo à Tarde
(1965) de António de Macedo.
Assim
a presente comunicação tem como objetivo:
a)
Compreender quais as principais referências das novas vagas
europeias que desempenharam uma forte influência na construção
da heterogeneidade estética das obras em questão;
b) Analisar e compreender
pontos de convergência e dissonância, na representação da
cidade, sublinhando a importância destas três obras na
visibilidade de Lisboa, enquanto espaço único e caracterizável,
no cinema português. |
Nélson Marques Araújo
ESAP – Centro de Estudos Arnaldo Araújo,
doutorando na Universidade de Vigo
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A imagética da clausura: o espaço como metáfora
Palavras-chave: Imagem;
Fechamento; Espaço; Poética.
Resumo: A
cinematografia portuguesa nas décadas de 60 a 80 do século
passado, expressa uma propensão para filmar o espaço, como
superfície de clausura, refletindo a condição de isolamento que
o país viveu na ditadura. Os elementos espaciais que participam
daquele universo fílmico serão assim proclamadores de uma
imagética espacial específica, substancializando o cruzamento
das informações estudadas, uma tendência estética abrangente,
gravitando na pluralidade das propostas investigadas, uma
experiência espacial de clausura.
Pretende-se assim,
sinalizar na imagem, esta dinâmica designada por Regina
Guimarães e Saguenail, como “território de experimentação de
espaço fechado” e como a forma de um determinado cinema
português assume contornos visuais marcados por esta tendência
estética. As coordenadas fílmicas sugeridas, substancializam
esta problemática em obras tão díspares como: Verdes Anos
(1963) de Paulo Rocha; Belarmino (1964) de Fernando Lopes; Benilde
ou a Virgem-Mãe ( 1974) de Manoel de Oliveira; Um Adeus Português
(1985) de João Botelho e Recordações da Casa Amarela (1989) de
João César Monteiro. |
7 Quinta |
Frederico
Lopes
Universidade
da Beira Interior - LabCom |
Marcas
de Autor nos primeiros filmes de Oliveira
Palavras-chave: Cinema
de autor; Manoel de Oliveira; Cinema Português
Resumo:
Retomando da noção de autor procuram-se marcas nos primeiros
filmes realizados por Manoel de Oliveira.
Desde «Douro Faina
Fluvial» que a questão se pode colocar, sendo este um filme
interessante de analisar nesta perspectiva, uma vez que é
recorrente a comparação e as influências dos trabalhos de
outros realizadores e escolas, a que acresce o facto de, numa fase
inicial da vida deste filme, frequentemente se referirem os nomes
de Oliveira e de António Mendes, o director de fotografia, como
autores do filme. Tal parece contrariar a ideia de um Oliveira
autor desde o primeiro momento.
Diversamente, vemos em
«Douro Faina Fluvial» marcas de autoria que se prolongam nos
filmes seguintes. De facto, podemos constatar que há já
elementos de ligação entre os primeiros filmes do cineasta que
afirma, mais tarde, que muitas vezes a ideia para um novo filme
lhe ocorre durante a rodagem de um filme em curso. É este
desenvolvimento de ideias e de organização do pensamento
presente nos filmes como um verdadeiro programa de autor que nos
leva a sustentar a ideia de obra, presente desde o início, no
cinema de Oliveira. |
Isa Ribeiro da Cunha
Universidade
da Beira Interior - LabCom
|
A
representação de personagens estrangeiras em “Viagem a
Portugal”
Palavras-chave: Personagem;
Estrangeiro; Representação
Resumo: Recorrentemente
fruto de um retrato da realidade que o rodeia, cada vez mais é
possível verificar no cinema português contemporâneo o
tratamento e a presença de personagens estrangeiras. Entre as
várias obras onde é possível encontrar personagens que assim se
caracterizam surge Viagem a Portugal de Sérgio Tréfaut, cuja
narrativa se centra numa mulher ucraniana. Neste sentido
desenha-se então uma caracterização, decomposição e análise
das personagens estrangeiras que aí se encontram, de forma a
apresentar um entendimento dos diferentes níveis da sua
construção e representação. |
André Rui
Graça
University
College London
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Notas Para
Uma Sociologia do (in)Sucesso do Cinema Português
Palavras-chave: Cinema
Português; mercado; crítica; público; recepção
Resumo: Estando,
no panorama dos circuitos internacionais, inserido dentro das
categorias vastas e polissémicas de “cinemas do mundo” ou
“cinema artístico”, o cinema português possui um espaço no
mercado de distribuição e exibição que merece análise
aprofundada. Do mesmo modo, urge avaliar as consequências da
ligação entre esta circunstância de mercado com os contextos da
sua recepção, dentro e fora do país. Por outras palavras e
enunciando na forma interrogativa: como é que o cinema português
se tem relacionado do ponto de vista estético e cultural com os
mercados de cinema e os diferentes critérios que os pautam?
A
presente comunicação pretende, assim, problematizar a situação
do cinema português, produzido desde 1974 até aos dias de hoje,
tendo em conta a dicotomia existente nos circuitos de distribuição
e circulação de obras cinematográficas: por um lado um certo
cinema português (nomeadamente aquele que almeja ser apresentado
fora do país, em competições ou mostras) tem vindo a usufruir
de relativa aclamação por parte da crítica especializada e dos
meios cinéfilos; por outro, possui uma presença residual nas
salas de cinema, com números de bilheteira comparativamente pouco
expressivos, para além da falta de reconhecimento por parte de um
público mais vasto.
Por conseguinte, cabe ainda no escopo
deste texto questionar a possível importância deste sistema para
a afirmação e manutenção de uma prática de cinema, dita
artística, que tem vindo ser preferida e a marcar de forma mais
veemente o cinema português desde os anos 60, numa tentativa de
pesar a influência do complexo mercado de cinema na estética e
nos temas do cinema português. Esta comunicação encontra o seu
suporte principal nos trabalho de Leonor Areal e Paulo Filipe
Monteiro, bem como na análise do estado da cultura portuguesa e
da tensão periferia-centro elaborada por António Pinho Vargas.
Num momento introdutório e proceder-se-á à exposição e
desconstrução da forma como estes dois circuitos paralelos
funcionam e quais os critérios que privilegiam. Um segundo
momento, pretende estabelecer a ponte entre as premissas colocadas
e o contexto sócio-político da produção de cinema português,
com vista a que, numa última fase, se possa ensaiar uma conclusão
que auxilie a compreensão do percurso histórico e estético do
cinema português através do estudo da sua sociologia cultural. O
objectivo final será apresentar alguns apontamentos e linhas para
uma investigação direccionada neste sentido. |
Paulo Cunha
CEIS20
– Universidade de Coimbra |
O “cinema de bordas”
português
Palavras-chave:
Cinema Português; Cinema de Bordas; Paracinema; Trash Culture;
Redes sociais
Resumo: De acordo com a
proposta de Bernardette Lyra e Gelson Santana, o “filme de
bordas” é um tipo de produção audiovisual de ficção que
dialoga com a cultura de massas e é realizado em contextos
comunitários, geralmente por equipas amadoras, com
características específicas de produção e exibição.
Produzidos e distribuídos à margem das instituições
audiovisuais convencionais, nasce de um diálogo entre os modos do
sistema popular (oralidade e a corporalidade) e os sistemas de
códigos dos géneros cinematográficos e, sobretudo, televisivos.
Este conceito brasileiro de “cinema de bordas” está muito
próximo de outros conceitos internacionais como paracinema (Jeffrey Sconce 1995) ou trash
culture (David La
Guardia 2008).
No
Brasil, a Mostra Itaú Cultural Cinema de Bordas, realizada
anualmente desde 2009, tem trazido um mediatismo que tem
despertado o interesse do mundo académico e científico por este
fenómeno. Em última análise, este cinema leva ao extremo uma
célebre provocação de Glauber Rocha: “uma câmara na mão e
uma ideia na cabeça”.
Em
Portugal, na última década tem-se assistido a alguns fenómenos
que podem ser lidos como “filmes de bordas” portugueses: a
trilogia Balas e
Bolinhos (2001,
2004, 2012), O Ninja
das Caldas (2002), Bófia Prostituto (2003), 100 Volta (2009), A
última Famel (2010), O Lenhador
Assassino (2011), Comando (2011) ou Estrondo (2012, 2013). Espaços como as redes sociais (Youtube e Facebook sobretudo), a SIC Radical e o MOTELx – Festival Internacional de
Cinema de Terror de Lisboa têm dado visibilidade a muitas destas
produções marginais, trazendo-lhe o (maior) reconhecimento do
público e de alguma crítica cinéfila, sobretudo na blogosfera.
O propósito
desta comunicação é analisar a produção de “filmes de
bordas” em Portugal, procurando caracterizar e reflectir sobre
este tipo de fenómeno que funciona à margem dos canais
convencionais de produção e distribuição de cinema. |